Como é produzido o compensado de madeira

Os novos processos de produção dos compensados são eficientes e têm alto aproveitamento da madeira. O descarte deve ser nulo. O que não pode ser utilizado na produção dos painéis se torna madeira serrada ou é encaminhado para a geração de energia – biomassa.

produção do compensado

A matéria-prima, madeira de Pinus e Eucalipto, é proveniente de florestas plantadas e colabora para que o compensado seja um produto sustentável.

Toras de madeira são cozidas e laminadas. Passam por processos de secagem e cortes na guilhotina. Assim, são obtidas as lâminas de madeira, fundamentais para a produção de compensados.

JUNTADEIRA DE MIOLO

As lâminas, em maioria, são estreitas e para alcançar as medidas comerciais do compensado, são unidas em uma juntadeira de miolo.

MONTAGEM DO COMPENSADO

Lâminas que foram unidas, nesta fase, passam por aplicação superficial de cola, na passadeira de cola. O tipo de cola empregada influencia no tipo de utilização do compensado. Confira, na tabela a seguir, as classes de colas utilizadas:

PAINÉIS DE MADEIRA E APLICAÇÕES – CONFORME O TIPO DE ADESIVO

Adesivo Aplicação Ambiente
Fenol-formaldeído (FF) Estrutural Exterior
Resorcinol-formaldeído (RF)
Fenol-resorcinol-formaldeído (FRF)
Melamina-formaldeído (MF)
Melamina-uréia-formaldeído (MUF) Exterior limitado
Epóxi
Uréia-formaldeído (UF) Interior
Poliuretano (PU) Semi-estrutural Exterior limitado
Hot melt Não estrutural Interior
Polivinil acetato (PVAc)

 
Devido à sua espessura final, o compensado é montado com um número ímpar de lâminas. As lâminas, por sua vez, são dispostas de maneira cruzada para que cada camada tenha uma lâmina com grã perpendicular à lâmina adjacente. Essa compensação proporciona resistência às chapas.

PRENSAGEM

Em uma prensa a frio, o compensado é destinado à pré-prensagem para facilitar o carregamento das chapas na prensagem final (a quente) e melhorar a qualidade de colagem.

Na prensagem a quente, o compensado é exposto à pressão e temperaturas elevadas por um tempo preciso. Essas variáveis são determinadas de acordo com o tipo de cola e a espessura da chapa.

Os processos de prensagem e a exposição do compensado ao calor o conferem tratamento fitossanitário, fundamental para a fabricação de embalagens para exportação (NIMF 15).

PRÉ-CLASSIFICAÇÃO

Nesta etapa, as chapas recebem acabamentos com a aplicação de massa acrílica em nós abertos e trincas que as lâminas externas possam apresentar. Esses defeitos são superficiais e não afetam o desempenho do compensado.

ESQUADREJAMENTO E LIXAMENTO

Em uma serra esquadrejadeira o compensado ganha sua forma final, cortado nas dimensões comerciais, de comprimento e largura. Depois, a chapa é enviada à lixadeira de desbaste, à lixadeira bitoladeira e, por fim, obtém sua espessura correta.

Ao final de seu processo de fabricação, as chapas de compensado são classificadas. Se ainda houver defeitos passíveis de conserto, o compensado é revestido com massa acrílica pela segunda vez. Se os defeitos não forem passíveis de ajuste, o compensado é classificado com qualidade inferior.

CLASSIFICAÇÃO DAS CHAPAS

A B C+ C D
A, B, C+, C, D – a classificação dos compensados considera a quantidade de nós em sua capa e contra-capa, ex.: C+/C.

 

Acompanhe na imagem abaixo, o processo de fabricação do compensado:

processo produtivo do compensado
© ABIMCI

Veja também:
. Embalagens de compensado “one way”
. Como calcular o fechamento do canteiro
. Normas técnicas para compensados
 


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